Ariosto Migueis, lutador pela democracia, é sepultado em Rio Branco aos 90 anos

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Ariosto Migueis, lutador pela democracia, é sepultado em Rio Branco aos 90 anos
Foto: Jardy Lopes

O corpo do político e ativista Ariosto Pires Migueis foi sepultado na manhã desta segunda-feira (6), no Cemitério São João Batista, em Rio Branco. Ele morreu no domingo (5), aos 90 anos, após ficar internado no Hospital do Rim tratando complicações de saúde.

Natural de Rio Branco, nascido em 27 de agosto de 1935 e filho de imigrante português, Ariosto começou a militância aos 15 anos e integrou a geração que elegeu José Augusto, o primeiro governador do Acre por voto direto, em 1962.

A cerimônia reuniu parentes, amigos e lideranças como o ex-deputado Chagas Romão, a deputada Antônia Sales e o presidente do MDB, Vagner Sales. Uma coroa de flores enviada pela governadora Mailza Assis também marcou as homenagens.

“Foi a voz de quem não podia falar”, destaca Vagner Sales

Em sua despedida, o dirigente emedebista lembrou a postura de Ariosto durante o regime militar:

“Ele teve coragem de se levantar em uma época em que poucos o faziam. Defendeu a liberdade, o direito de ir e vir e a democracia — e por isso foi perseguido, preso e exilado. Não se calou diante dos absurdos.”

Para Vagner, seu legado permanece:

“Foi um guerreiro que voltou, construiu sua história no Acre e nunca abandonou seus ideais. Sua trajetória precisa ser lembrada pelas gerações que vêm depois.”

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