“Pagamento não foi quitado por completo”, denuncia Pedro Pascoal sobre repasse à GoiásMed

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“Pagamento não foi quitado por completo”, denuncia Pedro Pascoal sobre repasse à GoiásMed

O impasse sobre valores devidos à empresa responsável por cirurgias ortopédicas na rede estadual ganhou novos contornos nesta sexta-feira (10). Em entrevista à rádio Integração FM, o ex-secretário de Estado de Saúde Pedro Pascoal contestou a afirmação do governo de que a dívida com a GoiásMed Serviços Médicos já estaria totalmente regularizada.

Na véspera, o secretário adjunto de Administração e Finanças da Sesacre, Patrício Albuquerque, declarou que o pagamento havia sido feito antes do prazo, sem riscos aos pacientes. A empresa, porém, havia alertado na quarta-feira (8) sobre risco de suspensão parcial dos atendimentos caso os valores referentes a fevereiro, março e abril não fossem quitados.

O que falta pagar, segundo o ex-titular da pasta

“Essa informação de que a dívida foi paga não é completa: ainda há pendências”, alertou Pascoal. Ele usou uma comparação para explicar a situação: “É como se pagássemos apenas o salário do pedreiro, mas deixássemos de comprar tijolo, cimento e areia. Foi quitada a parte referente à mão de obra — mas faltam os valores dos materiais, os chamados OPME: próteses, placas, parafusos e todos os insumos especiais essenciais aos procedimentos”.

Cenário financeiro e crítica à gestão atual

O ex-secretário lembrou que, ao assumir a pasta em janeiro de 2023, encontrou uma dívida herdada de R$ 168 milhões. Também citou dados públicos: o repasse anual do Fundo Nacional de Saúde ao Acre saltou de R$ 240 milhões para mais de R$ 500 milhões durante sua gestão. “Quando não há atenção aos serviços essenciais, a conta só cresce — vira uma bola de neve”, avaliou.

Sobre sua saída, explicou que se deu por divergências em decisões de gestão durante a transição governamental, com anuência do então governador. Criticou o que classifica como maior interferência política na área: “A saúde precisa ser blindada de favorecimentos. Direito não é favor, e acesso não pode ser privilégio”.

Ao final, reforçou que segue acompanhando o setor por compromisso com a população que depende do SUS estadual.

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