Nesta segunda‑feira, Dia Mundial do Rock, João Neto — vocalista da Fire Angel, uma das bandas mais antigas do estado — conta que o estilo mudou, mas não desapareceu: mantém‑se vivo pelo trabalho de coletivos e por uma torcida que nunca abandona.
Segundo ele, os encontros gigantescos ficaram raros; hoje predominam apresentações em espaços menores. “Temos mais eventos concentrados, ao invés de poucos com multidões”, resume.
Quem segura a cena são iniciativas como CROHMA, AMUPAC, PI Produções, Metal Friends e AMAC, além de recursos de editais culturais. O público é menor, mas muito mais dedicado: “Outros ritmos ganharam espaço comercial, mas o rock é símbolo de resistência — e por isso nunca acaba”.
Muitos fãs de décadas atrás continuam presentes: “Apenas cresceram, construíram família, mas permanecem lá na primeira fila”. A boa notícia é ver gerações se encontrando: “Hoje tocamos para pais e filhos; é incrível ver a criançada curtindo junto”. Para atrair ainda mais jovens, defende investir em formação cultural e programas que ampliem a plateia.
A própria Fire Angel é exemplo dessa persistência: surgiu em 1999, já fez mais de 200 shows e lançou os álbuns From the Sky, The Prophecy e Fire, além do documentário “Sementes da Música”. Agora prepara um disco com dez músicas totalmente inéditas.












