Medicamentos como Ozempic e Wegovy ficaram conhecidos pela capacidade de reduzir o apetite e acelerar a perda de peso. Mas muita gente relata que, depois de um tempo, o emagrecimento desacelera ou até estaciona.
Agora, um estudo dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) ajuda a entender o que pode estar acontecendo dentro do cérebro durante esse processo.
Conforme a pesquisa, publicada em 22 de maio na Nature Metabolism, feita com camundongos, medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida, atuam nos neurônios responsáveis pelo controle da fome. Os resultados mostram que as células cerebrais não respondem todas da mesma forma ao tratamento, o que pode explicar por que os efeitos variam entre as pessoas e tendem a diminuir com o tempo.
Os cientistas já sabiam que esses remédios agem em regiões cerebrais ligadas ao apetite. O que ainda era pouco compreendido era o que acontecia dentro das células atingidas pela medicação.
“Sabemos muito menos sobre os detalhes do que acontece dentro dos neurônios que esses medicamentos visam. Ao investigar esses mecanismos, estamos começando a responder algumas dessas perguntas”, afirma Andrew Lutas, pesquisador do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos NIH, em comunicado.
O que acontece dentro do cérebro?
Para entender melhor o processo, os pesquisadores acompanharam em tempo real a atividade de células cerebrais expostas à semaglutida. Eles observaram mudanças em uma molécula chamada AMPc, envolvida na comunicação interna dos neurônios.
Segundo o estudo, o aumento dessa molécula na chamada área postrema, região do cérebro ligada ao controle do apetite, parece ser fundamental para o efeito de perda de peso.










