Uma disputa de versões marca a análise da nova proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Enquanto investigadores da Polícia Federal questionam a relevância do material entregue, a defesa do banqueiro afirma que traz informações inéditas e fundamentais para as investigações.
O ponto de vista da PF
Para a equipe responsável pelo caso, os dados encaminhados na semana passada não trazem elementos novos ou consistentes que justifiquem a concessão de benefícios jurídicos ao delator. Além disso, há desconfiança sobre a atuação de parte dos advogados, com a suspeita de que a estratégia seria proteger determinadas figuras políticas que deveriam ser mencionadas na colaboração.
A posição da defesa
Os representantes legais de Vorcaro rejeitam as críticas e garantem que o material apresentado vai muito além de relatos já conhecidos: aponta caminhos de investigação que só poderão ser aprofundados com os esclarecimentos diretos do próprio banqueiro. Nos bastidores, a defesa chega a levantar a hipótese de que uma eventual recusa da proposta poderia ser vista como falta de interesse em apurar linhas que envolvem pessoas com influência política.
Prazo e decisão
A palavra final cabe à Polícia Federal e à Procuradoria‑Geral da República (PGR). A expectativa é que uma resposta sobre a continuidade das negociações saia ainda nesta semana, preferencialmente até a sexta‑feira (12). Essa é a data limite estabelecida pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, para que os advogados mantenham acesso presencial a Vorcaro.












