MP investiga intolerância religiosa em caso de soda cáustica

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MP passa a investigar possível intolerância religiosa no caso da menina que teria ingerido soda cáustica em Rio Branco
Ilustrativa/Sasiistock/iStock

O caso da menina de 11 anos internada após suspeita de ingestão de soda cáustica em Rio Branco ganha novos contornos. O Ministério Público do Acre (MPAC) iniciou uma investigação para analisar se a situação envolve discriminação religiosa. Esta nova linha de investigação foi formalizada em uma portaria recente, que destaca a importância de proteger os direitos da criança durante o inquérito policial.

Possíveis motivações religiosas

O MP recebeu informações sugerindo que o incidente poderia estar ligado a intolerância religiosa. Essa possibilidade está sendo avaliada pela Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, que também considera outros fatores, como discriminação por idade, gênero e condição de enteada, para entender se há um contexto mais amplo de violência familiar.

Medidas adotadas pelo Ministério Público

A investigação inclui acompanhamento do inquérito policial e uma visita ao hospital onde a menina está internada. O MP também requisitou cópias do boletim de ocorrência e do inquérito policial, além de informações sobre possíveis interferências nas investigações. Depoimentos de testemunhas e informações sobre medidas cautelares estão sendo solicitados para garantir uma investigação completa.

Estado de saúde e proteção

Relatórios sobre o estado de saúde da menina foram pedidos ao hospital, enquanto perícias buscam identificar o produto ingerido e as lesões sofridas. O Conselho Tutelar foi acionado para verificar a proteção da menina e possíveis irmãos, além de investigar qualquer histórico de violência familiar.

Repercussão e continuidade das investigações

O caso veio à tona após denúncia da pastora Regiane Maciel, vizinha da família, que relatou suspeitas de maus-tratos e possível tentativa de homicídio. A menina, que sofreu graves lesões internas, permanece internada, e as investigações seguem em curso tanto pela Polícia Civil quanto pelo Ministério Público.

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