Delegado do Acre enfrenta terceira condenação por invasão à casa da ex

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Delegado é condenado pela terceira vez por tentar invadir casa da ex-mulher no Acre; ele nega acusações: “perseguição”
Delegado é condenado pela terceira vez por tentar invadir casa da ex-mulher no Acre; ele nega acusações: “perseguição”

A Justiça do Acre voltou a condenar o delegado da Polícia Civil, José Luís Tonini, elevando suas penas para mais de 11 anos de prisão. Acusado de descumprir medidas protetivas e tentar invadir a residência da ex-namorada, ele recebeu uma sentença de 1 ano, 5 meses e 5 dias em regime inicial aberto. Apesar disso, Tonini poderá recorrer em liberdade.

Histórico de condenações

Esta é a terceira condenação de Tonini em processos relacionados à ex-companheira. Em março, foi condenado a dois anos por perseguição e violência doméstica, além de pagar R$ 20 mil por danos morais. Em maio, recebeu uma pena de 8 anos, 3 meses e 12 dias por perseguição qualificada e outros crimes, resultando na perda do cargo público e nova indenização.

Defesa e alegações

Tonini nega todas as acusações e alega ser vítima de perseguição. Em entrevista, afirmou que as acusações são injustas e que sempre manteve uma conduta ética na Polícia Civil. Ele destacou que nunca houve agressões físicas e que as discussões no relacionamento eram normais.

Impacto familiar e apoio da Adepol

Tonini relatou a preocupação com o impacto das acusações em sua família, incluindo sua mãe, que tem Alzheimer, e sua filha de seis anos, que possui autismo. A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol-AC) declarou que não compactua com violência, mas criticou a divulgação das sentenças e destacou o princípio da presunção de inocência.

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