O caso da menina de 11 anos internada após suspeita de ingestão de soda cáustica em Rio Branco ganha novos contornos. O Ministério Público do Acre (MPAC) iniciou uma investigação para analisar se a situação envolve discriminação religiosa. Esta nova linha de investigação foi formalizada em uma portaria recente, que destaca a importância de proteger os direitos da criança durante o inquérito policial.
Possíveis motivações religiosas
O MP recebeu informações sugerindo que o incidente poderia estar ligado a intolerância religiosa. Essa possibilidade está sendo avaliada pela Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, que também considera outros fatores, como discriminação por idade, gênero e condição de enteada, para entender se há um contexto mais amplo de violência familiar.
Medidas adotadas pelo Ministério Público
A investigação inclui acompanhamento do inquérito policial e uma visita ao hospital onde a menina está internada. O MP também requisitou cópias do boletim de ocorrência e do inquérito policial, além de informações sobre possíveis interferências nas investigações. Depoimentos de testemunhas e informações sobre medidas cautelares estão sendo solicitados para garantir uma investigação completa.
Estado de saúde e proteção
Relatórios sobre o estado de saúde da menina foram pedidos ao hospital, enquanto perícias buscam identificar o produto ingerido e as lesões sofridas. O Conselho Tutelar foi acionado para verificar a proteção da menina e possíveis irmãos, além de investigar qualquer histórico de violência familiar.
Repercussão e continuidade das investigações
O caso veio à tona após denúncia da pastora Regiane Maciel, vizinha da família, que relatou suspeitas de maus-tratos e possível tentativa de homicídio. A menina, que sofreu graves lesões internas, permanece internada, e as investigações seguem em curso tanto pela Polícia Civil quanto pelo Ministério Público.











