Investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de envolvimento em fraudes no INSS, a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou nesta quinta-feira (6/8) que sua vida “virou de cabeça para baixo”.
Roberta foi apontada pela PF como personagem central em diferentes frentes de investigação. Ela também é citada por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após as menções, ela publicou um desabafo nas redes sociais. Na mensagem, disse enfrentar “ataques diários” e afirmou que continuará confiando na Justiça.
“Não tem sido fácil viver sob ataques diários. Ver meu nome e também pessoas queridas sendo atingidas por acusações, julgamentos e narrativas que desconsideram os fatos é profundamente doloroso. Minha vida virou de cabeça para baixo. Ainda assim, permaneço de pé. Não permitirei que as dificuldades me façam perder a fé, a serenidade ou a confiança na verdade e na Justiça”, escreveu.
Confira na íntegra:
Entenda a investigação
- O nome de Roberta Luchsinger apareceu nas investigações da PF após a identificação de pagamentos que somam R$ 249 mil para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República.
- Segundo a investigação, os repasses foram feitos por meio de boletos e códigos de barras.
- Marcola confirmou o recebimento dos valores, mas afirmou que o dinheiro se referia a um empréstimo de caráter familiar, já totalmente quitado, negando qualquer irregularidade.
- A empresária também é investigada por supostamente atuar como intermediária entre empresários e integrantes do governo federal. De acordo com a PF, ela participou de mais de 40 reuniões realizadas fora da agenda oficial.
- Roberta admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
- Ele é apontado como um dos alvos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
Como revelou o Metrópoles, uma empresa ligada às atividades de lobby de Lulinha também transferiu R$ 150 mil para Roberta.
Com o avanço das investigações, a empresária reformulou sua estratégia de defesa.
O criminalista Roberto Podval assumiu a representação exclusiva do caso. Segundo a defesa, o objetivo é afastar a politização das apurações e concentrar a atuação nos aspectos técnicos do processo.












