A reabertura do Palácio Rio Branco nesta sexta-feira marcou um capítulo importante para a identidade do Acre. Com investimento de R$ 3,8 milhões na revitalização, o espaço – um dos principais símbolos culturais e administrativos do estado – volta às mãos do povo acreano, com reformas que vão além da recuperação física do prédio.
O governador Gladson Cameli (Progressistas) celebrou o momento como um marco em sua gestão. “Hoje vivi um dos episódios mais significativos da minha trajetória política. Missão cumprida”, afirmou, destacando que a iniciativa faz parte de um plano mais amplo de recuperação de estruturas estaduais. “Não foi apenas o Palácio que ganhou novas condições – vários órgãos do Estado que estavam em situação precária também foram revitalizados”, completou.
Para o governador, a obra representa a devolução de um pedaço da história do Acre. “Entregar esse espaço restaurado é muito mais do que concluir uma obra de infraestrutura. É devolver ao povo um símbolo que nos representa em todo o Brasil e no mundo – basta ver uma foto do Palácio para saber que se trata do nosso estado”, ressaltou Cameli. Ele também pontuou a importância do acesso público ao local, onde guarda-se itens como a primeira bandeira do estado. “Queremos que os acreanos conheçam melhor a sua história. Além disso, foi uma forma de valorizar os servidores, proporcionando-lhes condições adequadas de trabalho”, comentou.
A vice-governadora Mailza Gomes (Progressistas), que participou da solenidade, destacou sua satisfação com o resultado e lembrou seu papel na consecução dos recursos. “Tenho imensa alegria em ver o Palácio Rio Branco revitalizado e ainda mais significativo para nossa gente. Quando era senadora, destinei mais de R$ 3,8 milhões para essa obra, pois sempre entendi que cuidar do patrimônio histórico é cuidar da memória e da identidade do nosso estado”, afirmou.
Além da celebração da revitalização, a vice-governadora abordou o cenário político estadual, buscando fortalecer a união entre forças aliadas. “Partidos como PL, PSDB, Progressistas e União Progressista não são adversários. Com uma eleição que deve ter segundo turno, não podemos repetir erros do passado, quando a divisão de forças prejudicou nossas chances”, disse. Ao mencionar o prefeito Tião Bocalom, que migrou para o PSDB, Mailza reforçou o tom conciliador: “Já conversei com ele e deixei claro: não somos adversários. Cada movimento faz parte de uma estratégia. Minha candidatura está consolidada, estou trabalhando com firmeza e tenho certeza de que serei vencedora nas eleições”, declarou.
Sobre a saída de deputados estaduais Eduardo Ribeiro e Tadeu Hassem da base governista, o governador Gladson Cameli adotou um tom respeitoso: “Estamos em 2026, e cada um faz suas escolhas. Essa é a essência da democracia”, comentou.














