O fenômeno El Niño segue se fortalecendo no Pacífico e deve atingir níveis excepcionais até o fim de 2026, com impactos diretos sobre o clima do Acre e de toda a Amazônia Legal. A atualização de setembro do Centro de Previsão Climática da NOAA (EUA) aponta que as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Leste ultrapassaram 3°C em agosto, com mais de 90% de probabilidade de um episódio muito forte na primavera de 2026 e no verão 2026/2027. Há também 75% de chance de estar entre os mais fortes desde 1950.
O ano começou com La Niña, que terminou oficialmente em abril. Em junho, o El Niño foi declarado em estágio inicial; em julho já era moderado; e em setembro o índice Niño 3.4 chegou a +1,8°C, com regiões do oceano registrando aquecimento de até +3,4°C.
Segundo projeções de órgãos federais (INMET, INPE, ANA e outros), a Região Norte tem maior probabilidade de chuvas abaixo da média entre setembro e novembro — período de transição entre a estação seca e o início do período chuvoso no Acre. Isso pode significar:
-Prolongamento da estiagem e menor disponibilidade hídrica
-Temperaturas acima da média
-Aumento do risco de queimadas e incêndios florestais, especialmente com vegetação mais seca e baixa umidade do ar
Atenção: a previsão indica tendências e probabilidades, não eventos certos em cada município. O cenário pode ser atualizado conforme novas medições. A recomendação é atenção redobrada com o uso do fogo e preparação para períodos mais quentes e secos nos próximos meses.












