Representantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), Assembleia Legislativa (Aleac), Sistema OCB/Sescoop e Legal no Acre se reuniram nesta terça-feira (3) para estruturar uma proposta de cooperação acadêmica e científica com a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, no Peru. A ideia é unir conhecimento, pesquisa e inovação às oportunidades comerciais e à promoção da bioeconomia na região de fronteira.
A iniciativa pretende criar um programa permanente de cooperação que articule ensino, pesquisa, extensão e inovação entre as instituições dos dois países. O objetivo é aproximar a produção científica das necessidades locais e das oportunidades de intercâmbio econômico e acadêmico na fronteira.
Para o reitor da Ufac, Josimar Ferreira, a universidade tem um papel central nesse processo:
“Queremos uma instituição cada vez mais conectada à Amazônia, à América Latina e aos desafios do nosso tempo. A aproximação com a San Marcos representa uma oportunidade de avançarmos na integração regional e fortalecermos a cooperação entre Brasil e Peru.”
O deputado Luiz Gonzaga, primeiro-secretário da Aleac, destacou o potencial da região:
“O Acre tem grande potencial em biotecnologia. Já comercializamos com o Peru; agora podemos ampliar essa relação também por meio do conhecimento compartilhado, fortalecendo a bioeconomia e o desenvolvimento da nossa fronteira.”
Valdemiro Rocha, presidente do Sistema OCB/Sescoop, também relatou experiências positivas de aproximação com instituições peruanas, incluindo palestras e diálogos com órgãos públicos e privados que já demonstraram interesse em aprofundar parcerias nas áreas de comércio, ensino e pesquisa.
A proposta ganhou força após uma visita técnica realizada em agosto à universidade peruana, articulada pelo deputado Luiz Gonzaga. Conforme explicou a professora Luci Maria Teston, coordenadora do Legal no Acre, o encontro identificou áreas comuns de interesse entre pesquisadores dos dois países:
“A ideia é reunir essas convergências em um programa estruturado, reconhecendo a universidade como peça-chave para uma cooperação duradoura entre os dois lados da fronteira.”
A expectativa é que a iniciativa una esforços da academia, do poder legislativo, do cooperativismo e de organizações de pesquisa para transformar a riqueza da biodiversidade em desenvolvimento sustentável, com conhecimento e inovação como base dessa integração.











