O ministro Alexandre de Moraes reagiu com firmeza às afirmações do colega André Mendonça sobre a existência de uma suposta Polícia Federal “paralela” voltada a monitorar integrantes da Corte. O confronto ocorreu durante sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15).
Mendonça havia defendido, em seu voto, que os processos relacionados ao relatório da PF — envolvendo ele próprio e ao ministro Alexandre de Moraes, no caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — fossem analisados de forma separada.
Ao rebater, Moraes lembrou que o colega já ocupou o cargo de ministro da Justiça: “Sua Excelência sabe que todas as polícias possuem relatórios de inteligência oficiais. Não houve nenhum tipo de monitoramento. Com todo respeito, essa alegação chega a ser patética”.
Plenário define divisão de análise
A votação seguiu a posição defendida por Mendonça e pelo presidente da Corte, Edson Fachin, com placar final de 4 votos a 2 pela separação dos casos. Do lado oposto, pedindo a junção dos processos, votaram Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
A deliberação surgiu a partir de uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propunha a reunião dos autos, o adiamento do julgamento para 23 de setembro e um novo sorteio de relatoria — atribuição atualmente com Fachin.











