A governadora Mailza Assis reagiu nesta quinta-feira, 5, às declarações da conselheira Naluh Gouveia sobre o caso da médica Elyne de Assis Nogueira, assassinada em Brasiléia. Em coletiva de imprensa, ela afirmou que as autoridades públicas haviam adotado providências de proteção à vítima e que não se pode prever todas as circunstâncias de um crime.
Segundo a governadora, quando Elyne acionou os mecanismos de segurança, as equipes identificaram a localização do agressor e constataram que ele havia se afastado do local. “Ela estava sendo protegida no momento em que acionou a polícia. Foi identificado onde estava o agressor e também que ele havia saído do endereço”, explicou. No entanto, ponderou que o desfecho fatal envolveu uma situação imprevisível que ultrapassou a capacidade de resposta das instituições: “Houve um terceiro elemento, que ninguém prevê. É algo diante do qual não dá para a gente se antecipar a tudo”.
Mailza também defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode depender apenas da segurança pública. Ela argumentou que é preciso atuar de forma integrada, envolvendo saúde, assistência social e educação, além de políticas que garantam maior autonomia econômica às mulheres. “Não vamos conseguir vencer isso apenas com fortalecimento da segurança. Precisamos de uma rede de proteção ampla. A independência econômica vai ajudar muito — geração de emprego e renda é caminho fundamental”, concluiu, reforçando que o objetivo é construir uma sociedade com violência zero.










