Pré-candidato ao Senado ironiza João Paulo Bittar como “Nepo Baby” e cobra relação entre emendas e taxa das blusinhas

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Pré-candidato ao Senado ironiza João Paulo Bittar como “Nepo Baby” e cobra relação entre emendas e taxa das blusinhas

O pré-candidato ao Senado pela federação entre Rede Sustentabilidade e PSOL, Inácio Moreira, usou as redes sociais nesta quarta-feira (13) para fazer duras críticas a João Paulo Bittar, filho do senador Márcio Bittar, e à atuação política da família. Em vídeo, ele ironizou o que chamou de “Nepo Baby” — termo usado para se referir a pessoas que se destacam apenas por herança política ou familiar — e questionou tanto a aplicação das emendas parlamentares quanto a votação favorável à chamada “taxa das blusinhas”.

Inácio começou atacando a afirmação de que o senador Márcio Bittar seria recordista de recursos enviados ao Acre. “Tem Nepo Baby dizendo por aí que o pai é recordista de emendas, que trouxe mais de um bilhão de reais para o estado. Mas peraí: se esse dinheiro todo veio, por que não chegou nem nos ramais, nem na BR-364? Onde foi parar todo esse investimento?”, questionou, ao sugerir que os valores não se refletem em melhorias concretas na infraestrutura.

Na sequência, ele lembrou o debate nacional sobre a cobrança de impostos em compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou popularmente conhecida como taxa das blusinhas e que causou forte rejeição popular. Para o pré-candidato, é contraditório que o grupo agora critique a revogação da cobrança, sendo que foi justamente Márcio Bittar quem votou a favor de criar a taxa.

“Ele também falou sobre o assunto, mas esqueceu de contar um detalhe: quando o governo anterior decidiu taxar as comprinhas da Shein, da Shopee, do Aliexpress… quem foi que votou a favor? Foi o próprio pai do Nepo Baby, o senador Bittar. Ele aprovou o aumento de imposto que encareceu a vida de quem compra pela internet”, afirmou Inácio, ao cobrar coerência nas posições políticas.

As declarações aumentam o tom da disputa eleitoral para o Senado no Acre, colocando em xeque tanto a efetividade dos recursos trazidos por parlamentares da oposição quanto a postura deles em votações que impactam diretamente o bolso do consumidor.

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